Alex Sandro Gomes

Engenheiro Eletrônico (UFPE, 1992), Mestre em Psicologia Cognitiva (UFPE, 1995) e concluiu o doutorado em Ciências da Educação pela Université de Paris v (René Descartes) em 1999. Atua nas áreas de Interação Humano-Computador com ênfase na concepção de ambientes colaborativos de aprendizagem. Atualmente é Professor no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco onde é líder do grupo de pesquisa Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional e Bolsista de Produtividade Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora 2 do CNPq.

Em sua atuação associativa é vice-presidente da Academia Pernambucana de Ciências, Diretor de Inovação da Associação Brasileira de Educação a Distância - ABED, membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Computação - SBC. Atuou como membro da Comissão Especiais de Interação Humano Computador e atua como membro da Comissão Especial de Informática Educativa da SBC. Coordenou os eventos SBIE e IHC, promovidos pela SBC, e Hipertexto. Publicou mais de 300 trabalhos em periódicos especializados e em anais de eventos, orientou ou co-orientou mais de 70 dissertações de mestrado e teses de doutorado na área.

Atuou em projetos de cooperação com empresas tais como: Instituto Ayrton Senna, Samsung, Grupo Positivo, MV sistemas. Coordena as comunidades de software livre para Educação Amadeus e Openredu.

Patrono

Ariano Vilar Suassuna

Nasceu em 16 de junho de 1927, na cidade paraibana chamada Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital do estado da Paraíba. Ao concluir seus estudos pré-universitários, ingressa, em 1946, na tradicional Faculdade de Direito do Recife, igualmente berço da formação de notáveis cientistas pernambucanos: Paulo Freire, Manoel Correia de Andrade, Evaldo Bezerra Coutinho e Pinto Ferreira. Tanto sua formação básica como toda sua obra, denotam e caracterizam vivamente as raízes da pernambucanidade de Ariano. Em 1950, Ariano conclui o curso de Direito e passa a dedicar-se à advocacia e ao mesmo tempo inicia sua carreira como escritor, ensaísta, dramaturgo, romancista e poeta.

Nasceu em 16 de junho de 1927, na cidade paraibana chamada Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital do estado da Paraíba. Ao concluir seus estudos pré-universitários, ingressa, em 1946, na tradicional Faculdade de Direito do Recife, igualmente berço da formação de notáveis cientistas pernambucanos: Paulo Freire, Manoel Correia de Andrade, Evaldo Bezerra Coutinho e Pinto Ferreira. Tanto sua formação básica como toda sua obra, denotam e caracterizam vivamente as raízes da pernambucanidade de Ariano. Em 1950, Ariano conclui o curso de Direito e passa a dedicar-se à advocacia e ao mesmo tempo inicia sua carreira como escritor, ensaísta, dramaturgo, romancista e poeta.

É nesta fase que escreve, em 1955, sua obra-prima, “O Auto da Compadecida”, peça de teatro montada e encenada pela primeira vez em 1957, que, avaliada pelos críticos como sendo “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”, conquistou a medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Possivelmente impulsionado por estas motivações, Ariano abandona de vez a advocacia em 1959 e se afasta por um tempo da dramaturgia, para se dedicar à carreira acadêmica, ingressando como professor pesquisador na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ministrando as disciplinas de Estética e Teoria da Arte, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira.

Atividades que exerceu até aposenta-se em 1994, após 35 anos de dedicação ao ensino e a pesquisa. Nos anos 1970, inicia suas pesquisas em temas das ciências humanas e sociais, buscando conhecer a cultura popular para formar uma nova arte erudita partindo dos elementos dessa própria cultura, o que resultou no genuíno Movimento Armorial lançado em outubro de 1970 com uma exposição de gravura, pintura e escultura, e o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial”, apresentado pela Orquestra Armorial do Recife, na Igreja de São Pedro dos Clérigos.

O movimento, que reuniu artistas e músicos de várias origens e vertentes, surgiu no ambiente universitário, mas logo ampliou-se e passou a ter apoio da Prefeitura de Recife e da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco. Dando continuidade a sua carreira como professor/ pesquisador, Suassuna doutorou-se em 1976, em História pela UFPE, defendendo a Tese de Livre Docência, intitulada “A Onça Castanha e a Ilha Brasil”.

Sua forte ligação com a cultura o direcionou a ocupar vários cargos públicos e de gestão: Membro fundador do Conselho Federal de Cultura, no período de 1967 a 1973; Membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco, no período de 1968 a 1972; Diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE, cargo exercido de 1969 até 1974; Secretário de Educação e Cultura do Recife, de 1975 a 1978; e no período mais recente foi o Secretário de Cultura no governo de Eduardo Campos. Ariano Suassuna faleceu no Recife, aos 87 anos, no dia 23 de julho de 2014.