Anderson Stevens Leonidas Gomes

Anderson S. L. Gomes, nascido em Recife em 02/12/1956, concluiu a Graduação (Licenciatura, 1978) e Mestrado em Física (1982) no Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco. Realizou o doutorado em Física no Imperial College of Science, Technology and Medicine, University of London (1986), e pós-doutorado na Brown University (1992).

É Professor no Departamento de Física da UFPE desde 1990, estando atualmente na categoria de Professor Titular. É Coordenador do Instituto Nacional de Fotônica (INCT – Fotônica). É membro permanente dos programas de pós-graduação em Física da UFPE, Odontologia da UFPE e membro colaborador do programa de Ciências dos Materiais da UNIVASF. Suas atividades científicas são na área de nanofotônica, biofotônica, óptica não linear e comunicações ópticas.

É coautor de mais de 250 artigos científicos e supervisionou mais de 30 dissertações de mestrado e 16 teses de doutorado, nas áreas de Física, Ciências dos Materiais e Odontologia.  É Fellow da Optical Society of America, onde foi Presidente do Conselho Internacional (2011-2012). É também membro da Sociedade Brasileira de Física, Sociedade Brasileira de Fotônica, SPIE e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Atuou em comitês científicos no CNPq, FACEPE e CAPES. Foi membro do CA-CNPq, do Conselho Superior da FACEPE e coordenou a área de Física e Astronomia da CAPES de 2008 a 2010. Atua como árbitro de várias revistas internacionais em sua área de conhecimento (Optics Letters, Optics Express, Physical Review, Appl. Phys. B, etc), e tem atuado como coordenador cientifico ou presidente de diversas conferências nacionais e internacionais no Brasil.

Em 2010, ele foi admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico, Classe Comendador na área de Ciências Físicas (Decreto de 27 de dezembro de 2010). É pesquisador IA do CNPq. Em 2010, ele atuou como Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco (abril a dezembro de 2010), e foi Secretário de Educação de Pernambuco, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2012. É Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências, e membro do Conselho da SBPC e SBF (2019-2022).

Patrono

Fernando de Souza Barros

Fernando de Souza Barros, pernambucano nascido no Recife, em 8 de setembro de1929. Logo ao concluir o curso em Engenharia Civil em 1952, tendo como incentivador o Prof. Luiz Freire, Souza Barros aceitou o convite feito pelos Profs. Cesar Lattes e Ugo Camerini, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Rio de Janeiro, para estagiar, a partir de 1953, no programa de raios cósmicos, trabalhando em montagens experimentais no Laboratório de Radiação Cósmica de Chacaltaya, situado a 5.000 metros de altitude, nas proximidades da cidade de La Paz, na Bolívia, como bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), permanecendo no programa até 1955.

Em 1956, já casado com Susana Lehrer de Souza Barros, o casal viaja para a Inglaterra onde Souza Barros foi aceito como aluno no curso de doutorado do Departamento de Física da Universidade de Manchester onde trabalhou sob as orientações dos Profs. Samuel Devons e Aubrey Jaffe, em um dos pioneiros estudos sistemáticos de reações nucleares do tipo stripping com feixes de hidrogênio-3 (trítio) que constituíram a base para a sua tese de doutorado, defendida em 1960.

Com o golpe militar de 1964, transfere-se do Brasil para os Estados Unidos, onde foi professor pela Universidade Carnegie-Mellon, em Pittsburgh.  Voltou ao Brasil no início da década de 1970 para implantar o Curso de Pós-Graduação em Física da UFRJ, resultando na criação de um grupo de pesquisa experimental para estudos da estrutura da matéria condensada, com técnicas espectroscópicas (Mössbauer, óptica, raios-X, ressonância magnética) e técnicas de baixas temperaturas.

Publicou um número superior a 50 artigos completos em periódicos, cinco capítulos de textos especializados e participou da orientação de dez dissertações de mestrado e oito teses de doutorado. Foi Professor Titular da UFRJ durante 26 anos, aposentando-se em 1999. Em paralelo às suas atividades de pesquisas, Fernando de Souza Barros contribuiu vivamente para o avanço das ciências no Brasil, tendo apoiado em 1971 a implantação do grupo de Física do Recife, contribuindo, inclusive, com palestras, seminários, cursos, e ainda colaborando, eventualmente, em atividades de pesquisa do grupo.

No âmbito internacional, desenvolveu estudos e atividades de divulgação na área de aplicações pacíficas da energia nuclear e eliminação de armas nucleares. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Física (1983-1985). No período 1998-2000, foi membro do Conselho Diretor de Pugwash (Prêmio Nobel da Paz em 1995). Foi membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e, em 1999, recebeu da UFRJ o título de Professor Emérito.

Em 2008, foi agraciado com a comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico do Brasil. Souza Barros foi um exemplo de dedicação à ciência, integridade e generosidade em sua vida pessoal e profissional, tendo contribuído para o crescimento da Física Experimenta no Brasil e, para o desenvolvimento intelectual dos seus inúmeros estudantes com quem manteve sempre uma relação de carinho e amizade. Fernando de Souza Barros faleceu no Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro de 2017, aos 88 anos.