Aurelio Molina da Costa

Educador, Livre-Pensador, Profissional de Saúde, Professor Universitário, Pesquisador, Escritor, Gestor de Políticas Públicas e militante/ativista da Bioética, do Humanismo e da Inclusão Científica. Graduação em Medicina (UFRJ, 1979), Residência Médica em Ginecologia-Obstetrícia (UFRJ, 1980-82), Mestrado em Ginecologia (UFRJ,1989), Mestrado e PhD em Planejamento Familiar (University of Leeds, UK, 1990 e 1995).

Exerceu os cargos de Chefe de Gabinete da Secretaria de Saúde de PE (1987), Secretário Municipal de Saúde (1988, Jaboatão, PE), Coordenador Geral de Pesquisas da UPE, do Mestrado em Tocoginecologia da FCM-UPE e do Comitê de Ética em Pesquisa da UPE. Foi membro das Câmaras Técnicas da FACEPE, das Comissões de Ética e de Psicossomática (FEBRASGO) e das diretorias da Sociedade Brasileira de Bioética, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (Capítulo PE) e do Conselho Estadual de Educação de PE. Foi também editor dos Anais Nordestinos de Ginecologia e Obstetrícia e consultor da CAPES.

É professor adjunto da FCM (UPE), membro fundador da Soc. Bras. de Bioética-PE e da Assoc. Bras. de Humanização na Área da Saúde. Docente do programa de pós-graduação stricto sensu do IMIP e da UPE. Membro titular das Academias Pernambucanas de Ciências (APC) e de Medicina (APM), do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (TCBC) e da Câmara Técnica de Bioética do CREMEPE.

Tem experiência clínica e profissional nas áreas de Ginecologia, Obstetrícia, Mastologia, Saúde Pública e Epidemiologia com ênfase em Ética, Bioética, Humanização, Inclusão Científica e promoção da Cultura de C&T&I. Linhas de pesquisa: Aspectos Éticos e Bioéticos da Saúde Reprodutiva; Qualidade de Vida da Mulher Idosa e Climatérica e Epidemiologia da Sexualidade Humana. Secretário Executivo de C&T e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura do Recife (2007-8), Diretor de Inovação e Competitividade Empresarial do Porto Digital (2008-10), Secretário Executivo de C&T e Ensino Superior (2010-11) e Secretário Executivo de Desenvolvimento da Educação do Estado de Pernambuco (2011).

Organizador do livro “Bioética: Vivências e Reflexões” (2003) e autor dos livros: Somos Todos Cientistas, Aula Espetáculo (2010); Contribuição ao Conhecimento (2006); A Ética, a Bioética e o Humanismo na Pesquisa Científica (2004); Iniciação em Pesquisa Científica (2003) e de cerca de 150 publicações científicas. Coordena o projeto de popularização do espírito e da atitude científica, Somos Todos Cientistas. Superintendente da Secretaria de Educação de PE (2011-2015), responsável pelo pioneiro programa Ganhe o Mundo de intercâmbio internacional para estudantes do ensino médio da rede pública estadual (1200/ano).

Patrono

José Leite Lopes

Com vocação para o ensino de ciências, José Leite Lopes, nascido em Recife (28/10/1918), dedicou toda sua vida à criação de um ambiente científico no Brasil, sempre preocupado com o papel ético e social do cientista. Em 1935 ingressou na Escola de Engenharia de Pernambuco, no curso de Química Industrial. Entrou para o curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro, em 1940, concluindo o mesmo dois anos depois.

Neste mesmo período foi professor do ensino secundário no Instituto La Fayette e trabalhou no Instituto de Biofísica, a convite do professor Carlos Chagas, tendo recebido uma Bolsa Guilherme Guinle. Em 1943 realizou trabalhos de pesquisa no Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo como bolsista da Fundação Zerrenner. No ano seguinte iniciou seu Doutorado na Universidade de Princeton (USA). Lá trabalhou com Joseph M. Jauch e iniciou seu trabalho de tese sob a orientação de Wolfgang Pauli (prêmio Nobel de Física em 1945).

Em 1946 recebeu seu título de Ph.D. e foi nomeado professor de Física Teórica e Física Superior da Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro. Junto com Mário Schenberg, Lattes, e outros pesquisadores criaram, em 1949, o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). Ganhou uma bolsa de pesquisa da Fundação Guggenheim, nos anos de 1949-1950, e foi, a convite de Robert Oppenheimer (diretor do Projeto Manhattan), trabalhar no Instituto de Estudos Avançados de Princeton. Lá escreveu um trabalho, junto com Richard Feynman (prêmio Nobel de Física em 1965), relativo à descrição do Deutron, pela teoria pseudo-escalar, com um tratamento adequado à singularidade da força tensorial na origem.

Um de seus mais famosos artigos, A Model of the Universal Fermi Interaction, publicado em 1958, serviu de base para vários outros estudos, e as teses nele apresentadas foram comprovadas pelos cientistas Abdus Salam, Steve Weinberg e Sheldon Glascow, que foram premiados, em 1979, com o prêmio Nobel de Física por um trabalho inspirado pelo desenvolvido por Leite Lopes. Perseguido pelo governo militar passou a viver como exilado político na França, onde foi convidado, por Maurice Lévy, a lecionar como Professor Associado da Faculdade de Ciências de Orsay, onde permaneceu até 1967.

Inspirou e influenciou a fundação do atual Departamento de Física da UFPE. Em 1969 teve seus direitos políticos cassados e foi aposentado compulsoriamente. Aceitou então, a partir de 1970, o convite da Universidade de Strasbourg, onde ficou até 1985, quando retornou, definitivamente, ao Brasil para dirigir o CBPF, até 1989.