Fernando José Freire

Possui Graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1985), Mestrado em Agronomia (Ciência do Solo) pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (1991) e Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (2001). Pós-Doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (2008). Pós-Doutorado na Texas A&M University nos EUA (2016).

Docente do Departamento de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Docente Permanente no Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Ciência do Solo). Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde 2009. Temas de pesquisa: Fertilidade do Solo, Nutrição de Plantas e Ciclagem de Nutrientes. Cargos Administrativos em Ciência e Tecnologia: Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Ciência do Solo) (2001/2004). Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (2004/2008).

Coordenador Institucional do REUNI/UFRPE (2009/2011). Membro do Conselho Superior da Facepe (2009/2015). Membro do Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco (2014/2015). Presidente da Fundação Joaquim Nabuco (2011/2015). Membro da Academia Pernambucana de Ciências (2008/Atual); Membro da Academia Pernambucana de Ciências Agronômicas (2012/Atual). Membro da Academia Brasileira de Ciências Agronômicas (2013/Atual).

Patrono

João Vasconcelos Sobrinho

João de Vasconcelos Sobrinho formou-se em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura de São Bento, atualmente Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Vasconcelos Sobrinho redescobriu o Pau-brasil ao lado do botânico alemão Dom Bento Pickel. A espécie havia sido considerada extinta na natureza no início do século XX. O local da descoberta foi transformado na primeira estação ecológica do país, abrigando um bosque com mais de 500 exemplares de Pau-brasil.

Pioneiro na área de estudos ambientais no Brasil, foi um dos responsáveis pela criação da UFRPE, onde foi reitor em 1963, quando introduziu as disciplinas de Desertologia e Ecologia Conservacionista (primeira do gênero ministrada no Brasil). Criou e dirigiu o Jardim João de Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), Zoobotânico de Dois Irmãos. Foi um dos fundadores do Instituto de Pesquisas Agronômicas de Pernambuco, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Jardim Botânico do Recife e da Associação Pernambucana de Defesa do Ambiente.

Foi diretor do Serviço Florestal do Ministério da Agricultura, consultor da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Titular de Botânica da UFRPE, professor catedrático da cadeira de Botânica Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diretor do Serviço de Inspeção Florestal e Proteção à Natureza de Pernambuco e diretor do Centro Pernambucano da Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza. Membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Foi um dos primeiros cientistas a alertar sobre a formação de deserto em algumas regiões brasileiras, além da possibilidade de chuva ácida devido a poluição atmosférica.

Foi convidado para participar da Conferência das Nações Unidas sobre desertificação em Nairóbi, no Quênia. Empenhou-se também na campanha pelo reflorestamento do Pau-brasil. Publicou cerca de 30 títulos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais. Em sua homenagem, a Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) do estado de Pernambuco, criou o Prêmio Vasconcelos Sobrinho em comemoração ao mês do Meio Ambiente, que homenageia trabalhos relevantes em prol da defesa do meio ambiente. O dia de seu aniversário – 28 de abril – foi instituído por Decreto Presidencial como o Dia Nacional da Caatinga.