Francisco Cribari Neto

Possui doutorado em Economia (Econometria) pela University of Illinois (1994). É professor titular do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Pernambuco. Tem experiência nas áreas de Econometria e Estatística, atuando principalmente nos seguintes temas: bootstrap, correções de Bartlett, correções de viés, expansões de Edgeworth, modelos de regressão heteroscedásticos, modelos de regressão para variáveis duplamente limitadas.

Presidiu a Sociedade Brasileira de Econometria (SBE), foi membro do Comitê Assessor de Matemática e Estatística do CNPq (duas vezes), do Comitê Assessor de Matemática da CAPES e do Conselho Superior da FACEPE. Foi também membro do grupo QUALIS/CAPES da área de Matemática e Estatística/Probabilidade (por seis anos). Foi presidente da comissão da área de Matemática e Probabilidade/Estatística do Prêmio CAPES de Teses, edição 2016. Foi orientador de uma dissertação de mestrado premiada nacionalmente (primeiro lugar, Prêmio da Associação Brasileira de Estatística) e de uma tese de doutorado premiada internacionalmente (primeiro lugar, Prêmio Aranda-Ordaz).

Foi o pesquisador homenageado da XV Escola de Modelos de Regressão (2017) e foi o Presidente da Comissão Científica do Simpósio Nacional de Probabilidade e Estatística (SINAPE) 2018. É editor associado das revistas Brazilian Journal of Probability and Statistics, Anais da Academia Brasileira de Ciências e Chilean Journal of Statistics. É Vice-Diretor do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui índice h = 19 e número de citações aproximadamente igual a 1900 (em setembro de 2018).

Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/2225977664095899

Patrono

Joaquim Cardozo

Completaria 120 anos neste sábado (26) o engenheiro civil Joaquim Cardozo. Braço direito de Oscar Niemeyer, ele foi responsável pelos cálculos e projeções de boa parte dos conjuntos arquitetônicos de Brasília: Palácio da Alvorada, Congresso Nacional, Palácio do Itamaraty, Supremo Tribunal Federal, Catedral de Brasília, Ministério do Exército, Tribunal de Contas da União, Cine Brasília, Igreja Nossa Senhora de Fátima e o Museu de Brasília. Fundador da Escola de Belas-Artes do Recife.

Cardozo renovou a concepção estrutural do concreto armado e os métodos de cálculo. Em Recife, executou os projetos estruturais de edifícios como o Bandepe e Bancipe; de vários prédios residenciais da orla de Boa Viagem como Miguelangelo, Portinari e Valásques. Também projetou o Pavilhão Luís Nunes, atual sede do IAB, Escola Alberto Torres e Caixa d’Água de Olinda. Há obras projetadas por ele que se espalham nas várias partes do Brasil. No Rio de Janeiro, o monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial e o Maracanãzinho.

Em São Paulo, a fábrica de biscoitos Duchen, que obteve o prêmio da Bienal de São Paulo, a Chácara Flora do Instituto dos Bancários, o Laboratório de Motores, as Oficinas e o túnel aerodinâmico do Instituto Tecnológico da Aeronáutica. O POETA – Além de sua imensa contribuição para a Engenharia, Cardozo se eternizou como poeta, dramaturgo, contista, desenhista e editor de revistas especializadas em arte e arquitetura. Como poeta, teve suas primeiras poesias datadas de 1924. Conviveu com poetas pernambucanos, como Ascenso Ferreira, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto.

Foi levado pela arteriosclerose em 4 de novembro de 1978. Mas deixou um grande legado, em obras, livros e poesias, a exemplo do poema “Espumas do Mar”, cujo fragmento segue abaixo:

“(…) Teu rosto esqueci
Teus olhos? Não sei…
Da face marcada
O espelho quebrei
De muito sonhar;
Nos laços retidos
Das águas profundas
Tesouros perdidos
Quem há de encontrar?
Espumas do mar”.