José Antônio Aleixo da Silva

Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE (1975), Especialização em Silvicultura pela UFRPE (1975), mestrado em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (1977) e doutorado em Biometria e Manejo Florestal - University of Georgia (1986). Post-doc e Professor Visitante da University of Georgia (1991-1993) e da Technische Universität Berlin (2012-2013). Atualmente é Professor Titular do Departamento de Ciência Florestal da UFRPE.

Atua como orientador, co-orientador e professor em programas de pós-graduação aos níveis de Mestrado e Doutorado em Ciências Florestais e Biometria e Estatística Aplicada da UFRPE, e Mestrados Profissionalizantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) e do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP) (175 alunos orientados e co-orientados concluídos).

Secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) (1999-2005). Membro do Conselho da SBPC (2005-2009 e 2017-2021). Membro da Diretoria da SBPC por quatro mandatos (2009-2017) onde coordenou o grupo de trabalho sobre o Código Florestal. Presidente da Academia Pernambucana de Ciências (2018-2020), membro da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e sócio benemérito da Associação Pernambucana de Engenharia Florestal.

É revisor de trabalhos científicos e membro de conselhos editoriais de várias revistas científicas no Brasil e no exterior e consultor de várias fundações de pesquisa de Estados do Brasil. Membro do Conselho Nacional de Florestas (CONAFLOR/MMA), do Conselho Consultivo do Nordeste no MCTI (2010-2016), do Conselho Externo da Embrapa Florestas, do Conselho Administrativo do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP, 2013-2015) e pesquisador/consultor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da CAPES. Diretor de Programas da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e Coordenador do Programa Pernambuco Verde (1996-1997).

Atua na área de Ciências Florestais com ênfase em Dendrometria, Inventário Florestal, Técnicas de Amostragem, Manejo Florestal, Estatística Experimental, Análise de Regressão, Modelagem de crescimento de florestas de rápido crescimento e nativas. Atua em divulgação científica como editor/redator do jornal eletrônico “Notícias da SBPC/PE” (1999-2015), e atualmente do “Jornal Eletrônico da SBPC/PE”. Pesquisador homenageado no II Encontro Brasileiro de Mensuração Florestal com a Comenda Walter Bitterlich. Bolsista de Produtividade de Pesquisa do CNPq, nível 1C.

Endereço para acessar o CV:http://lattes.cnpq.br/5674098794412714

Patrono

Mario Colho de Andrade Lima

Nasceu em 1917, em Bueno Aires, distrito de Nazaré da Mata, Pernambuco. Seu pai era dono de um pequeno engenho de cana vendido após sua morte precoce quando a família se transferiu para Recife. Cursou o Ginásio Pernambucano e se graduou em Agronomia na Escola Superior de Agricultura, atual Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Tapera, distrito de Moreno em 1935.

Em seguida, entrou para Secretaria de Agricultura de Pernambuco e foi nomeado Chefe da Estação Experimental do Cedro do Instituto de Pesquisa Agronômica (IPA) em Vitoria de Santo Antão. Nesta época passou a ensinar no Curso de Agronomia de Tapera, sendo responsável pelas cadeiras de Meteorologia Agrícola e Eletricidade, e participou da transferência do curso para Dois Irmãos, Recife, núcleo da atual UFRPE. Posteriormente, ensinou a cadeira de Fitotecnia e criou o curso de Engenharia Florestal (1975).

Ao longo de sua carreira, dedicou-se aos mais diversos temas da Agronomia, sempre procurando pesquisar aspectos bastantes aplicados em Pastagem, Fruticultura, Solos, Fitopatologia, Silvicultura, dentre outros temas, enquanto também exercendo ensino, formação de recursos humanos e administração pública, sempre com muita dedicação, zelo e alta capacidade. Ao mesmo tempo, ele era conhecido fora do meio universitário pela simplicidade no falar, agir e tratar com todos, pela sua curiosidade sobre o mundo e pelo amor pelos seus livros.

Por exemplo, era comum vê-lo depois do expediente e aos fins de semana ajudando a limpar o esgotamento fluvial para diminuir o alagamento da rua em que morava, enquanto um de seus hobbies era ler sobre outros países, seus costumes e culturas, e uma de suas maiores preocupações após a cheia do Capibaribe em 1975, foi a perda de parte de sua biblioteca pessoal. Fez cursos de curta duração em Forragicultura na Universidade da Texas e em Silvicultura na Universidade da Georgia, Estados Unidos.

Foi Presidente do IPA deixando contribuições efetivas ao desenvolvimento da agropecuária pernambucana, como o suporte tecnológico e fornecimento de animais de alta linhagem que originaram e mantém as bacias leiteiras de Pernambuco e de Alagoas, que estão entre as maiores do Brasil; o lançamento de mais de 50 (cinquenta) cultivares de diversas espécies, entre as quais de feijão, frutas tropicais, cebola, sorgo, mandioca e palma forrageira; a criação da raça bovina girolando, mais apta às condições tropicais; a criação de tecnologia para produção de sementes de cebola em regiões tropicais; o controle biológico de pragas, entre elas da cana-de-açúcar e da bananeira. Dado ao seu vasto conhecimento em ciências agrárias, era considerado “O último Agrônomo de Pernambuco”. Faleceu no Recife em 1976.