José Luis Mota Menezes

Nasceu em Pilar (atual Manguaba) Alagoas em 1936. Mudou-se para o Recife em 1945. Percorria de bonde a distância da Várzea até o Centro, onde encontrava atividades comerciais e de entretenimento. Arquiteto, Urbanista e Professor da Universidade Federal de Pernambuco é um dos maiores conhecedores da evolução urbana do Recife. Além de estudioso do assunto, tem conhecimento das transformações do Recife, que nos anos 1940 e 1950 viveu um surto de modernização.

Apesar de boêmio, nunca abandonou o hábito da leitura, uma das suas paixões, chegando a ter quase 12 mil livros na biblioteca da sua casa, de arte, arquitetura, história, patrimônio, cartografia, literatura, religião, dicionários e outros gêneros. Seu interesse pela preservação do legado arquitetônico e cultural de Pernambuco o levou a trabalhar no Serviço Patrimonial Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN), tendo assinado diversos projetos de restauração, como o da Catedral da Sé, Casa da Cultura, Palácio da Justiça, antiga estação do Brum, antiga Sinagoga da Rua Bom Jesus, sede da Associação Comercial de Pernambuco e Palacete dos Amorins, na Avenida Rui Barbosa (Recife).

Também planejou o Santuário da Mãe rainha Três Vezes Admirável (Olinda) e a Igreja Matriz do Largo da Paz (Recife), entre outros. Consultor técnico e um dos responsáveis pela concessão do título de Patrimônio Cultural da Humanidade a Olinda, pela Unesco, em 1982. Professor da Universidade Federal de Pernambuco e duas vezes Presidente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Defende um modelo de cidade onde as pessoas possam vier com tranquilidade, critica a falta de mobilidade urbana (a construção de espigões em ruas estreitas, a falta de planejamento para o transporte coletivo, entre outras particularidades).

Membro da Academia Pernambucana de Letras e responsável pela Comissão Especial de Política Urbana do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, sendo autor de diversos livros tendo proferido várias palestras e conferências sobre urbanismo.  

Patrono

José Antônio Gonçalves de Mello

Nasceu no Recife, PE em 16 de dezembro de 1916, filho de Ulysses Pernambuco de Mello e Albertina Carneiro Leão de Mello. Fez os estudos secundários no Ginásio Pernambucano, do Recife, e no Ginásio Anglo-Brasileiro, RJ. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife (1937). Funcionário do IPASE (PE e RJ). Presidente do Instituto Joaquim Nabuco de Ciências Sociais (1950/1951).

Professor catedrático de História da América, de Paleografia do Curso de Biblioteconomia e de História do Nordeste da UFPE, do Instituto de Ciências do Homem (UFPE) do qual foi Diretor (1964/1969). Privaat Docent da Universidade Governamental de Utrecht (Holanda) (1957/1958), encarregado de missão de pesquisa histórica pela UFPE durante um ano em Portugal (1951/1952) e na Holanda, França, Inglaterra e Espanha (1957/1958), membro do Conselho Universitário da UFPE. Recebeu os prêmios José Hygino e Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.

É oficial da Ordem de Cristo (Portugal) e da Ordem de Orange-Nassau (Holanda) e possui medalhas Pernambucana do Mérito e do Mérito do Recife. Sócio do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (1943) e seu presidente (desde 1965). Sócio correspondente dos IHG de AL e do CE. Vogal do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos (Lisboa) e Acadêmico da Academia Portuguesa da História. Foi eleito sócio correspondente do IHGB em 16 de agosto de 1967. Tem participado de inúmeros congressos e outras reuniões científicas no Brasil e no Exterior.

Além de publicações em revistas especializadas publicou vários livros: “Tempo dos Flamengos (1947)”; “Antônio Dias Cardoso (1954)”; “D. Antônio Filipe Camarão (1954)”; “Henrique Dias (1954 e 1988); “Filipe Bandeira de Mello (1954)”; “Frei Manuel Calado do Salvador (1954)”; “João Fernandes Vieira (1956)”; “Antônio Fernandes de Matos (1957) e em segunda edição, com o título “Um Mascate e o Recife (1981)”; “A Universidade do Recife e a Pesquisa Histórica (1959)”; “A Capela da Conceição da Jaqueira (1959)”; “Azulejos Holandeses do Convento de Santo Antônio do Recife (1959)”; “Estudos Pernambucanos (1960 e 1986); “Diálogos das Grandezas do Brasil (1962 e 1966); “Três roteiros de penetração do território pernambucano (1966)”; “Cartas de Duarte Coelho a El Rei (1971)”; “Confissões de Pernambuco, 1593-95 (1971; “A Igreja dos Guararapes (1971)”; “Ingleses em Pernambuco (1972)”; “O Diário de Pernambuco e a História Social do Nordeste (1975)”; “Testamento do General Francisco Barreto de Menezes (1976)”; “A Cartografia Holandesa do Recife (1976)”; “A Rendição dos Holandeses no Recife (1979)”; “Fontes para a História do Brasil Holandês (1981)”; “Manuel Arruda da Câmara, Obras Reunidas (1981)”; “Manuel Arruda da Câmara (1982)”; “Diário de Pernambuco. Arte e Natureza no 2º Reinado (1985)”; “Fontes para a História do Brasil Holandês (1985)”; “Gente da Nação (1989)”. Traduções do holandês: “Adriaen van der Dussen, Relatório sobre as capitanias Conquistadas no Brasil (1639) (1947)”; “Adriaen Verdonck e Adriaen van Bullestrate, Dois Relatórios Holandeses (1630 e 1642), (1949 e 1978)”. Faleceu em 7 de janeiro de 2002.