Rafael Dhalia

Nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 02 de março de 1974. Frequentou desde muito cedo o ambiente universitário ao ingressar aos 11 anos no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, onde fez todo o seu Ensino Médio. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Pernambuco em 1997. Fez Mestrado em Biologia Celular e Molecular pela Fundação Oswaldo Cruz - RJ (1998-2001) e Doutorado em Biologia Molecular na Universidade de Brasília, com período sanduíche na Universidade de Cambridge - Inglaterra (2001-2005).

Ingressou como Servidor Público Federal no Instituto Aggeu Magalhães - IAM, Fiocruz-PE, em 2006. Dentre as suas linhas de pesquisas passadas e atuais destacam-se o estudo da síntese protéica de tripanosomatídeos, diagnóstico molecular de patógenos de importância médica, mapeamento de epítopos virais e desenvolvimento de vacinas de DNA. Publica regularmente em revistas de alto impacto científico (1997-2019), com destaque para publicações nas revistas: “Nucleic Acids Research”, “The Lancet Infectious Diseases” e “Nature”. Vem desenvolvendo vários antígenos com capacidade diagnóstica para vírus e microorganismos que afetam seres humanos como HIV, HTLV, Hantavírus, Dengue, Febre Amarela, Wuchereria bancrofti, entre outros.

Alguns desses antígenos já foram incorporados na linha de produção da unidade fabril do Instituto Carlos Chagas, ICC/Fiocruz-PR, como parte de kits de diagnóstico utilizados pelo Ministério da Saúde, dentro do nosso Sistema Único de Saúde – SUS. Junto com o Dr. Ernesto Torres de Azevedo Marques Júnior é inventor da Vacina de DNA contra o Vírus da Febre Amarela (PI0905645), patente concedida em todo o território americano, continente Africano e em vários países europeus. Desenvolveu também vacinas de DNA contra os vírus Zika e Chikungunya.

Foi professor no Curso de Farmácia das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão (Faintvisa), onde ministrava a Disciplina de Biologia Molecular. É membro do corpo de Doutores do programa de Pós-Graduação Stricto sensu, em  Biociências e Biotecnologia em Saúde, do IAM/FIOCRUZ. Foi coordenador de laboratório no projeto Caso-Controle do IAM/FIOCRUZ, estudo pioneiro que comprovou a correlação entre a infecção causada pelo vírus Zika e os casos de infecção congênita por Zika, culminando nos casos mais severos de microcefalia.

É Coordenador do “Ensaio Clínico fase III duplo-cego randomizado controlado com placebo para a avaliação da eficácia e segurança da vacina Dengue 1, 2, 3, 4 (atenuada) do Instituto Butantan (DEN-03-IB)”, primeiro estudo de Fase 3 de vacina realizado exclusivamente no Brasil e consequentemente no Instituto Aggeu Magalhães.

Patrono

Frederico Guilherme Coutinho Abath

Nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 16 de Fevereiro de 1957. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco em 1981, quando recebeu o Prêmio Professor Octavio de Freitas por ter sido o laureado da turma, com cerca de 120 formandos. Especializou-se em Saúde Pública pela Universidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, em 1985. Fez Mestrado em Bioquímica também na UFPE, obtendo título em 1989.

Em 1992, concluiu Doutorado em Biologia Molecular e Imunologia de Parasitas pelo “National Institute for Medical Research”, em Londres. Em 1995 recebeu o Prêmio Pirajá da Silva, no 5º Simpósio Internacional de Esquistossomose. Em 2002, foi a vez de ser contemplado com o título de Cientista Internacional do ano (“International Scientist of the Year for 2002”), pelo “International Biographical Centre (Cambridge)”. Foi bolsista de produtividade científica 1C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Tinha experiência nas áreas de Parasitologia, Imunologia e Biologia Molecular, com ênfase em Parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: estudo da resposta imune da esquistossomose e leishmaniose; desenvolvimento de abordagens moleculares para diagnóstico de doenças infecciosas; e caracterização de genes/antígenos relevantes para doenças parasitárias. Além de pesquisador, Fred Abath era professor do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública do Instituto Aggeu Magalhães – IAM/FIOCRUZ, onde orientou teses, dissertações e monografias.

Em 2003, recebeu o Prêmio Amaury Coutinho, entregue à melhor tese de Mestrado orientada no Brasil, no 9º Simpósio Internacional de Esquistossomose. Na atividade de docência participou de 28 bancas examinadoras de trabalhos de mestrado e doutorado. Orientou 9 trabalhos de Mestrado, 5 de Doutorado e 8 de Graduação, assim como 8 orientações de alunos de Iniciação Científica. Foi revisor ad hoc de várias revistas especializadas, como as Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, “Microbes and Infection”, “Trends in Parasitology”, “Nucleic Acids Research”, “Parasite Immunology” e consultor ad hoc do CNPq e de outros órgãos de fomento à pesquisa.

Filho da pesquisadora e ex-diretora do IAM/FIOCRUZ Eridan Coutinho, Fred Abath era reconhecido pelo valioso trabalho prestado à ciência, com 80 publicações em periódicos nacionais e internacionais e 4 patentes. Ingressou como funcionário em 1983, no Departamento de Imunologia.

Assumiu a chefia do setor em fevereiro de 1994, sendo reconduzido ao cargo por outras vezes. Frederico Guilherme Coutinho Abath, médico, professor e cientista partiu precocemente para outro plano, com 50 anos de idade, deixando um grande vazio, mas também um legado de ensinamentos advindos de suas ações, atitudes e comportamento ético.