Raul Manhaes Castro

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE (1981), mestrado em Nutrição pela UFPE (1990) e doutorado em Ciências da Vida pela Université de Paris VI (Pierre et Marie Curie) (1995). Atualmente é professor Titular da UFPE e chefe do Departamento de Nutrição da UFPE. É bolsista do 1D do CNPq. Foi Coordenador de Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da UFPE (2010-2011). Foi líder do grupo de pesquisa NNI Origem Desenvolvimentista da Saúde e da Doença.

É líder do grupo de pesquisa Nutrição, Atividade Física e Plasticidade Fenotípica. É membro permanente do Programa de Pós-graduação em Nutrição e do Programa de Pós-graduação em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento da UFPE. É membro permanente do novo Mestrado em Nutrição, Atividade Física e Plasticidade Fenotípica do Centro Acadêmico de Vitória da UFPE. Foi coordenador do Programa de Pós-graduação em Nutrição da UFPE, de 2003 a março de 2008, período em que o Programa ascendeu para nível 5 da CAPES. Foi coordenador eleito (para o período 2012-2014) do Programa de Pós-graduação.

Em 2013, sob sua coordenação, internacionalizou o Programa de Pós-graduação em Nutrição, e este alcançou o nível 6 da CAPES. Coordenou, no ano de 2007, o II Fórum de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Nutrição, evento que congregou todos os programas da área no país. Participou efetivamente para formação da área de Nutrição da CAPES. Foi consultor para a área de Nutrição da CAPES. Foi editor associado da Revista de Nutrição da PUCAMP vários projetos de pesquisa financiados. Coordenou PROCAD entre a UFPE, UERJ e UFBA e outro entre UFPE e UFPB.

Coordenou e participou de projetos de intercâmbio internacional. Tem experiência nas grandes áreas de Ciências Biológicas e da Saúde. Orientou teses nacionais e internacionais sanduíche ou em co-tutela. Tem participado de bancas de teses nacionais e internacionais. Tem atuação nas áreas de Nutrição, Fisiologia, Farmacologia, Fisioterapia e Imunologia. Há ênfase em seus estudos em: Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico, Programação (Plasticidade Fenotípica), Neuropsico-farmacologia, Imunologia. Tem sido convidado por universidades francesas para proferir palestras e seminários sobre aspectos da Nutrição no Brasil. Segundo critérios do CNPq, para facilitar a avaliação do nível de bolsa de pesquisa, o pesquisador apresenta inúmeros artigos completos no último decênio, dos quais vários em revistas com DOI e com impacto.

Além de mais de 500 trabalhos apresentados por sua equipe em congressos nacionais e internacionais. Tem sido também, desde de 1999 à presente data, orientador de alunos de IC, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Todos os estudantes, nos diversos níveis, que orientou já tiveram concluídos seus trabalhos, alguns dos quais em acordos internacionais. Dezenas de ex-orientandos seus são atualmente docentes em Universidades em vários estados do país. Atualmente orienta mestrandos, doutorandos e pós-doutores.

Está no presente empenhado em manter acordos acadêmicos e técnico-científicos com pesquisadores e instituições mexicanas. 

Patrono

Josue Apolonio de Castro

Nasceu no dia 5 de setembro de 1908, no Recife. Além da fome, também estudou diversas questões de interesse global, como o meio ambiente, o subdesenvolvimento e a paz. Iniciou seus estudos em medicina na Bahia, concluindo o curso em 1929, no Rio de Janeiro, na Faculdade Nacional da Universidade do Brasil. Ainda em 1929, esteve no México, viajando depois para os Estados Unidos, onde estagiou na Universidade de Columbia e no Medical Center de Nova York.

Em 1932, escreveu Condições de vida das classes operárias do Recife, pesquisa pioneira que estabeleceu, pela primeira vez, as relações entre a produtividade do trabalhador e sua alimentação. Nesse ano, iniciou a carreira de docente se tornando professor livre-docente, lecionando Fisiologia e posteriormente Geografia Humana, na Faculdade de Medicina do Recife. Em 1933, foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais do Recife (FAFIRE), onde ensinou Geografia Humana.

Em 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a ensinar Antropologia. Foi convidado oficial de vários países: Itália em 1939, para realizar um ciclo de conferências sobre “Os Problemas de Aclimatação Humana nos Trópicos”; Argentina (l942); Estados Unidos (l943); República Dominicana (l945); México (l945); e França (l947). Após o ano de 1940, passou a participar de todos os projetos governamentais relacionados à alimentação. Implantou os primeiros restaurantes populares, e dirigiu pesquisas do Instituto de Tecnologia Alimentar. Escreveu, em 1946, o livro Geografia da Fome, afirmando que a fome não era um problema natural, isto é, não dependia nem era resultado dos fatos da natureza, ao contrário, era fruto de ações dos homens.

Durante o Golpe Militar de 1964, então Deputado Federal, foi considerado subversivo pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Sua luta contra a fome e a necessidade da reforma agrária eram temas inconvenientes para os conservadores que promoveram o Golpe, o que culminou com sua cassação, exilando-se na França. Passou, então, a lecionar na Sorbonne e, ainda inconformado com o exílio, falece, em Paris, em 24 de setembro de 1973. Entre os cargos que ocupou, foi Presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação (1942-1944), Delegado do Brasil na Conferência de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, convocada pela FAO (Food and Agriculture Organization) (1947), foi Presidente do Conselho da Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) (1952-1956), Presidente da Associação Mundial de Luta Contra a Fome (ASCOFAM), Presidente eleito do Comitê Governamental da Campanha de Luta Contra a Fome da ONU (1960), Embaixador do Brasil na ONU, em Genebra (1962-1964), Fundador e Presidente do Centro Internacional para o Desenvolvimento (CID) em Paris (1965-1973). Entre os prêmios e títulos que recebeu, estão o Prêmio Pandiá Calógeras (1937), o Prêmio José Veríssimo da Academia Brasileira de Letras (1946), o Prêmio Roosevelt da Academia de Ciências Políticas dos EUA (1952), a Grande Medalha da Cidade de Paris (1953), o Prêmio Internacional da Paz (1954) (conferido pelo Conselho Nacional da Paz), Grã-Cruz do Mérito Médico no Brasil e Oficial da Legião de Honra na França (1955).

Além disso recebeu o título de Professor Honoris Causa da Universidade de Santo Domingo, na República Dominicana, em 1945 e da Universidade de San Marcos, no Peru em 1950. Inconformado com o exílio, faleceu, em Paris, em 24 de setembro de 1973.