Suzana Maria Gico Lima Montenegro

Nasceu em Recife, estado de Pernambuco, em 17 de fevereiro de 1963. Concluiu o Curso de Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em janeiro de 1986. Em 1986, iniciou o Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Hidráulica e Saneamento, na Escola de Engenharia de São Carlos, USP.

Ingressou como docente na UFPE em Janeiro de 1990. Iniciou, a partir de então, as atividades de ensino de graduação e pesquisa no Grupo de Recursos Hídricos do Departamento de Engenharia Civil. Ministrou disciplinas nos cursos de graduação em Engenharia Civil, Elétrica, Eletrônica, Química, de Minas e Engenharia Cartográfica. Concluiu o doutoramento em 1997, na University of Newcastle Upon Tyne (Inglaterra). Sua atuação em extensão vem se dando com a participação e coordenação de projetos, organização de eventos, participação em fóruns técnicos, etc.

Vem orientando estágios curriculares e extracurriculares, estágio à docência, monitoria de disciplina de graduação, iniciação científica, dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de supervisão de pós-doutorado e bolsistas de apoio técnico (AT), de Desenvolvimento Tecnológico Industrial e de extensão. As orientações de mestrado e doutorado se inserem em dois Programas de Pós-Graduação acadêmicos: Engenharia Civil (UFPE), Engenharia Agrícola (UFRPE). Além disso, participou do programa de Doutorado Interinstitucional (DINTER) entre UFPE e IFPI.  Participou da formulação do Mestrado Profissional em Rede em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, iniciado em 2016, com catorze instituições de ensino superior (IES) no Brasil e apoio da Agência Nacional de Águas (ANA), tendo coordenado o polo UFPE. Coordenou diversos projetos de pesquisa e de cooperação financiados por agências nacionais e internacionais.

Participou como membro de comissão organizadora, chair e co-chair de diversos eventos científicos nacionais e internacionais. Tem publicado artigos científicos em eventos nacionais e internacionais, e em periódicos nacionais e internacionais, além de capítulos de livros e co-autoria de livros. Parcerias diversas foram estabelecidas com diversas instituições acadêmicas do Brasil e relacionadas ao sistema de gerenciamento de recursos hídricos e afins.

Parcerias internacionais foram efetivamente estabelecidas com diversas instituições de Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Dinamarca, China, Estados Unidos da América, Chile, Argentina, Peru. Tem exercido diversos cargos administrativos na UFPE dentre eles Chefe do Departamento de Engenharia Civil, Coordenadora de Projetos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Secretária Executiva da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade-UFPE).

Tem atuado como consultora e assessora em órgãos de fomento, com destaque para o CNPq (membro de Comitê de Assessoramento de Ciências Ambientais) e a FACEPE (membro de Câmara de Engenharias, Membro do Conselho Superior), bem como em associações técnicas  como a ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Diretoria da regional Pernambuco, Membro de Câmara Técnica de Águas Subterrâneas do Estado de Pernambuco,  membro da diretoria nacional) e ABRHidro (Conselho Fiscal, Diretoria de Representações Regionais e representante no Conselho Estadual de Recursos Hídricos- CRH-PE). Fez Pós-Doutorado no Centre for Ecology and Hydrology em Wallingford (Inglaterra).

Atuou como Professora Visitante na Universitat Politécnica de Catalunya (UPC) pelo Programa EU-Brazil Startup.  Realizou Estágio Sênior na École Nationale dês Travaux Publics de l’État-Laboratoire d’Ecologiedes Hydrosystèmes Naturels et Anthropisés, no LEHNA-ENTPE. Realizou Estágio Sênior TECHNISCHE UNIVERSITÄT DRESDEN.  

Em dezembro de 2014, fez concurso para Professor Titular. Em Fevereiro de 2019, assumiu a Presidência da APAC (Agência Pernambucana de Águas e Clima). É bolsista PQ do CNPq desde 2003, sendo atualmente nível 1A.

Patronesse

Maria Laura Mouzinho Leite Lopes

Nasceu em janeiro de 1917 em Timbaúba, Pernambuco. Maria Laura obteve seu Bacharelado em Matemática em 1941 e em 1942 concluiu a Licenciatura, ambos na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Nos seis anos seguintes, dedicou-se ao seu trabalho “Espaços projetivos. Reticulados de seus subespaços”, orientado pelo expoente matemático português, Professor António Aniceto Ribeiro Monteiro.

Em 24 de setembro de 1949, obteve o título de Doutor em Ciência –Matemática, sendo a primeira mulher a se doutorar em Matemática no Brasil. Após a defesa da Tese de Doutorado, Maria Laura trabalhou por dois anos no Departamento de Matemática da Universidade de Chicago, Estados Unidos. Durante o período de seu doutoramento, mais precisamente em 1943, iniciou sua carreira como professora universitária, sendo efetivada como Professora Assistente do Departamento de Matemática da FNFi.

Maria Laura atinge o apogeu da sua carreira e ocupa todos os cargos existentes no Departamento de Matemática dessa respeitável Instituição. Por ocasião da reforma universitária de 1967, tornou-se Professora Titular. Maria Laura também atuou nas entidades científicas criadas na época: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no ano de 1949, e neste mesmo ano foi a primeira mulher a ministrar aulas de Geometria para o Curso de Engenharia, no recém-criado Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA); em 1951, participa da criação do Conselho Nacional de Pesquisa, atual Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e torna-se Membro Titular na Academia Brasileira de Ciência (ABC), sendo a primeira brasileira a entrar para ABC; reúne-se a matemáticos influentes do Rio de Janeiro e de São Paulo (USP), para propor ao CNPq, no ano de 1952, a criação do mais importante instituto de matemática do Brasil e um dos mais importantes do mundo, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), do qual foi secretária de 1952 a 1956.

Maria Laura foi aposentada compulsoriamente da http://mulheresnamatematica.sites.uff.br UFRJ em abril de 1969, com base no AI-5, e, em julho do mesmo ano, foi aposentada também da função de professora do ensino médio. Sendo vedado o direito de atuar no Brasil, mais uma vez Maria Laura segue rumo aos EUA, só que em condição bem diferente: a de exilada.

Em seguida, vai para Estrasburgo, França e lá, com apoio do Prof. Georges Glaeser e da Profª. Luciene Félix, Maria Laura dá início ao seu trabalho em Didática Matemática, no Institute de Recherche en Enseignement de Mathematiques (IREM). A partir daí, Maria Laura vai tornando-se uma das mais importantes pesquisadoras em Educação Matemática no Brasil e no mundo.

Em 1974, Maria Laura retornou para nosso país, passando a atuar ativamente como defensora de causas inovadoras ligadas à formação de professores e ao ensino e a aprendizagem da Matemática em todos os níveis de escolaridade, assumindo o papel de liderança na área de Educação Matemática no Brasil, que manteve até os últimos dias da sua vida. Não podendo assumir o seu papel na Universidade, ela promoveu cursos para formação de professores na Escola Israelita Brasileira Eliezer Eistenbarg e no Centro Educacional de Niterói.

No ano de 1980, Maria Laura é reintegrada ao Instituto de Matemática (IM) da UFRJ. No ano de 1983, as ações desenvolvidas nos Institutos de Física, Biologia, Física, Geociências (Geografia), Química, unidas as da Matemática, implantam o Projeto Fundão- Desafio para a Universidade, sob a coordenação de Maria Laura.

O Projeto Fundão passou a integrar o Subprograma de Educação para Ciência (SPEC), do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT) e gerenciado pela CAPES. Pelo seu empenho no ensino e pesquisa de Matemática no Brasil, Maria Laura é agraciada com o título de Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no dia 01 de julho de 1996. Morreu dia 20 de junho de 2013 deixando um grande legado. Seu trabalho é hoje referência no mundo todo.