Valter Rodrigues da Rosa Borges

Nasceu no bairro histórico de São José, Recife, Pernambuco, em 15 de março de 1934. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco em 1959. Ingressou no Ministério Público de Pernambuco em 1963, e se aposentou como Procurador de Justiça em 1993. Foi professor de Direito Civil na Universidade Católica de Pernambuco e professor de Sociologia na Universidade Federal de Pernambuco.

É livre-pensador, parapsicólogo, filósofo, poeta, escritor, conferencista e autor de livros e artigos, que versam sobre os mais diversos assuntos. Realiza palestras, sob os mais diversos temas, em instituições científicas, culturais e universitárias. Fundou as seguintes instituições: Grêmio Cultural Joaquim Nabuco (1950), uma sociedade literária e artística, que teve atuação destacada no mundo intelectual do Recife; Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas (1º de janeiro de 1973) uma das mais antigas instituições de Parapsicologia no Brasil; Academia Pernambucana de Ciências (1978); Sociedade Internacional de Transcendentologia (1999).

Em 1968, criou, dirigiu e apresentou, na TV Universitária Canal 11, da Universidade Federal de Pernambuco, o programa O Grande Júri, o primeiro programa cultural e científico do Brasil e que teve a duração de quatorze (14) anos. Em 1972, foi considerado, pelo Jornal de Letras, como uma das dez Personalidades da Cultura de Pernambuco ao lado de Gilberto Freyre, Oswaldo Gonçalves Lima, César Leal, Ladjane Bandeira, Ariano Suassuna e José Xavier Pessoa de Moraes, entre outros. É membro da União Brasileira de Escritores, da Academia de Letras e Artes do Nordeste, da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, da Parapsychological Association e da Associación Iberoamericana de Parapsicologia.

Recebeu os seguintes prêmios e homenagens Melhor Produtor de Televisão em Pernambuco (1977). Prêmio de poesia “Lyra e César” (1995) concedido pela Academia Pernambucana de Letras, ao seu livro “O Ser, o Agora, o Sempre”. Presidente de Honra do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas – IPPP -. Diploma de Honra ao Mérito pela relevante contribuição a essa instituição e ao progresso da Parapsicologia no Brasil em 7 dezembro de 1996. Acadêmico emérito da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro. Título de História Viva do Recife, (13 de janeiro de 1999) outorgado pelo Museu da Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes, e entregue pelo Prefeito Roberto Magalhães. Diploma de Mérito Acadêmico, concedido pela Academia Pernambucana de Ciências. Título de Sócio Emérito da Academia de Artes, Letras e Ciências de Olinda em 16 de dezembro de 2003. Homenagem de grupo teatral do SESC. Título de Mérito Honorário "Causas Imortais" concedido pela Academia de Letras do Brasil em 11 de outubro de 2012. Diploma de Sócio Benemérito da Academia Pernambucana de Ciências no dia 9 de maio de 2014, no auditório do Espaço Ciência de Pernambuco. Presidente de Honra da Academia Pernambucana de Ciências. 

Patrono

Gilberto de Mello Freyre

Nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 15 de março de 1900, filho de Alfredo Freyre e de Francisca de Mello Freyre. Considerado um dos sociólogos pioneiros no Brasil, além de escritor, também foi pintor, deputado e jornalista. Dirigiu os jornais recifenses “A Província” e o “Diário de Pernambuco”

Colaborou com a revista “O Cruzeiro” do Rio de Janeiro e vários periódicos estrangeiros. Em 1908, Freyre iniciou seus estudos no Colégio Americano Batista Gilreath, permanecendo até 1917. Ao concluir o curso de Bacharel em Ciências e Letras do Colégio Americano Gilreath, foi eleito o orador da turma. No início de 1918, viajou para os Estados Unidos, onde fez seus estudos universitários. Com seus primeiros artigos em inglês publicados por um jornal de Waco em 1919, fez bacharelado em Artes Liberais, com especialização em Ciências Políticas e Sociais, na Universidade de Baylor e mestrado e doutorado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais, na Universidade de Columbia, onde defendeu a tese “Vida social no Brasil em meados do século XIX”.

Em 1924, visitou a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica, Espanha e Portugal. Entre as pessoas ilustres; o poeta irlandês William Butler Yates, poetas ingleses como Vachel Lindsay, Amy Lowell, o poeta místico Rabindranath Tagore e o Príncipe de Mônaco. De 1927 a 1930, foi chefe de gabinete do então governador de Pernambuco, Estácio Coimbra. Seguiu, a convite da Universidade de Stanford, em 1931, para os Estados Unidos, como professor extraordinário daquela Universidade. Voltando ao Brasil em 1932, instalou-se no Rio de Janeiro e permaneceu pesquisando e elaborando o livro “Casa Grande & Senzala”. Em 1933, enviou os originais ao seu editor, que o publicou em dezembro. O livro posteriormente seria publicado na Argentina, Estados Unidos, França, Portugal, Alemanha, Itália, Venezuela, Hungria e Polônia. A pedido dos alunos da Faculdade de Direito do Recife, em 1935, e por designação do Ministro da Educação, iniciou na referida escola superior um curso de Sociologia com orientação antropológica e ecológica.

Em 1942, foi preso no Recife por ter denunciado, em artigo publicado no Rio de Janeiro, atividades nazistas e racistas no Brasil. Eleito deputado em 1946, Freyre foi autor do projeto designado para a criação da atual Fundação Joaquim Nabuco e posteriormente presidente do conselho-diretor. Recebeu diversos prêmios, entre eles, da Rainha da Inglaterra Elizabeth II, recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico e do embaixador Hansjorg Kastl a Grã-Cruz do Mérito da República Federativa da Alemanha, Cidadão de Olinda (1972), a cadeira 23 que ocupou da Academia Pernambucana de Letras (1986), o Prêmio Jabuti de Literatura (1973) e o título de Doutor Honoris Causa de diversas universidades brasileiras e estrangeiras.

Morreu no Recife, em 18 de julho de 1987. Devido à importância de sua obra para as ciências humanas e sociais no Brasil, foi criada a Cátedra Gilberto Freyre, pelo Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco.